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Adriano Bitencourt Chaves
Adriano Bitencourt Chaves
comentou sobre "Ministério Público entra com ações contra as operadoras Vivo e Claro".
O LENHO VERDE.

Com o pedido (já revogado) de Michel Temer por uma intervenção (pontual e constitucional) militar, houve quem ficasse esperançoso por uma intervenção militar “total”, já que o país vive em convulsão social e crise institucional há anos, não parecendo encontrar comando capaz de retirá-lo do buraco profundo, estando grande parte das instituições comprometidas, e, não raro, em conluio entre si. Pois bem. O que foge ao escopo dos intervencionistas é a orientação ideológica do próprio Exercito atual, bem diversa de 50 anos atrás. Tomemos como exemplo a palestra realizada ontem na Fundação Fernando Henrique Cardoso, com a presença do mesmo, o ex-presidente, e de generais influentes do Exército brasileiro. O título da palestra foi sugestivo: “O papel das Forças Armadas” e logo foi deixado claro que as Forças Armadas estão aí para serem subservientes ao Estado, jamais defrontado-se com ele, aconteça o que acontecer. Isto foi dito e repetido. E disso retiramos a seguinte conclusão lógica: se o papel do Exército é ser um mero instrumento do Estado e nada mais, no caso de um Estado Socialista (como o nosso), o Exército será um mero instrumento do Estado Socialista e nada mais. É o que acontece, por exemplo, na Venezuela. Aliás, aí entra um ponto curioso. A Venezuela tem a força aérea mais poderosa da América do Sul, capaz de cobrir praticamente todo o território sul-americano, algo bem além de suas necessidades de defesa reais (dado seu curto território) e que sugeriria um projeto continental de poder. Mas isso, apesar de ser citado, não preocupou ninguém, pois, segundo o palestrante general brasileiro, a Venezuela é uma “nação amiga e sempre será”. E aí seria oportuno lembrar que a Venezuela vive uma ditadura socialista que está reduzindo sua população à miséria, à fome e à indignidade, onde manifestações com homicídios ocorrem praticamente toda semana, e onde impera uma das mais abissais crises econômicas de todo o planeta. Este tipo de regime, incompetente, e o pior, assassino, é visto como “nação amiga” e “inofensivo”. Ok. Outro ponto curioso: a questão de haver “Estados” dentro do Estado Brasileiro, picotando sua soberania, isto devido ao narcotráfico – áreas onde vigoram suas próprias leis e seus próprios códigos, e não a Constituição Federal – foi abordado. A solução sugerida para o problema? Liberação das drogas. Isto mesmo. Estavam lá os comandantes do Exercito brasileiro militando, às vezes diretamente, às vezes indiretamente – e nisto concordando com Fernando Henrique Cardoso – pela liberação das drogas (o que causaria, dentre outras coisas, o perdão das FARC por décadas de crimes e a transformaria num dos poderes políticos e econômicos mais influentes do continente) Curioso também foi o argumento apresentado para isso. Lembrou-se da questão do consumo de cigarros, uma droga que não foi proibida, mas cujo consumo foi desestimulado por um processo de “conscientização nacional”. Segundo os palestrantes, a proibição não teria o mesmo efeito positivo que uma “liberação consciente”. O primeiro detalhe é que este mesmo raciocínio poderia ser utilizado com relação às armas de fogo. Por que proibi-las, se a “liberação consciente” é sempre o melhor caminho? Como uma população desarmada interessa a um Estado Totalitário, esta pergunta não foi feita. O segundo detalhe é que mesmo com o cigarro sendo liberado no Brasil e comercializado legalmente, ainda assim, o contrabando de cigarros e os crimes relacionados à sua comercialização são monumentais. Outras “maravilhas” foram ditas na palestra, mas não vou escrever aqui um relatório sobre (até porque ninguém leria pela extensão), mas o fato é este: enquanto o país convulsiona; enquanto há 70 mil mortos por ano, 20 milhões de desempregados, instituições corrompidas até o ultimo cargo e um povo desesperado por mudanças estruturais, o Exercito brasileiro está reafirmando lealdade ao mesmo Estado que proporcionou tudo isso, e discutindo questões “inteligentíssimas” como a liberação das drogas. Boa sorte para os que aguardam uma “intervenção militar salvadora” no Brasil! Boa sorte aos intervencionistas...

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